Formação: em que investir meu tempo?
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Pergunta de Miguel Montoro, advogado, sócio diretor de Samon (Yokohama, Japão)
Somos o que estudamos. Por isso, é fundamental ter claro no que investir o seu tempo e como nutrir a sua mente.
Saiba um pouco de múltiplas questões e, sobretudo, tenha uma opinião própria. Ser especialista demais pode ser uma limitação a longo prazo.
Além de seguir aprendendo Direito, em minha opinião é básico ter conhecimentos de finanças e marketing (comunicação e vendas). O talento em Direito é insuficiente. As mencionadas habilidades parajurídicas e o caráter de cada um marcam a diferença.
Finanças: A chave é saber administrar o dinheiro, como funciona. É um erro o conceito “trabalhar muito para ganhar dinheiro”. O apropriado é “ter idéias para que o dinheiro trabalhe para você”. Estude planejamento financeiro e pense, pois quem pensa costuma encontrar oportunidades.
Marketing (comunicação e vendas): Um advogado deve melhorar a capacidade de entender o mercado e detectar oportunidades de negócio. Comunique com eficácia para conseguir que os clientes atuais e os potenciais percebam sua capacidade e considerem seu escritório o mais adequado para oferecer-lhes soluções eficazes. Além disso, entender o comportamento humano lhe ajudará a conseguir a contratação de seus serviços. Aprenda a vender melhor, sem pressionar o potencial cliente.
As crenças equivocadas e os preconceitos nos fazem perder oportunidades ao longo da vida profissional. Abra sua mente. Estacione o medo e os preconceitos que a maioria das pessoas tem. Estacione também a preguiça mental. Faça perguntas adequadas e encontre respostas.
Incorpore novas idéias sobre uma base de bons valores. Renove sua inteligência. Divirta-se trabalhando e ampliando seus conhecimentos.
Sonhe alto e questione. Tenha uma opinião própria. Tome decisões com firmeza e atue.
© 2006, Francesc Domínguez, consultor de marketing, coautor do livro El marketing jurídico [O marketing jurídico], www.francescdominguez.com. Consultório publicado em formato papel na revista Economist & Jurist (outubro de 2006) e adaptado para o Verbo Jurídico.
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